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2 de dezembro de 2010

Pressupostos da ciência e da religião

"Há essa coisa de ser tão mente-aberta, que seus miolos caem", Richard Dawkins.

Ateísmo e os Pressupostos da Ciência e da Religião - por Christina S. Chein.

Eu tenho que creditar Richard Dawkins por ter algum senso de humor, porque achei o comentário bastante engraçado. Mas eu acho que Dawkins também deveria saber que há essa coisa de ser tão mente-fechada, que seus miolos morrem. Dawkins está entre os vários ateístas por aí que advocam o "fundamentalismo" científico, convencendo pessoas a abraçar a ciência e abandonar suas crenças religiosas porque elas são não apenas "perigosas", mas também irracionais. De acordo com ele, pessoas religiosas são mente-abertas demais por acreditarem em algo que não é provável. O que Dawkins e muitos outros falham em perceber é que descobertas científicas que tem sido "provadas" como "verdadeiras" são todas fundadas em pelo menos seis pressupostos que não são racionalmente apoiados (comparados a zero pressupostos que fazem os teístas que dizem não saber a natureza de Deus); portanto, a ciência depende amplamente de fé e não deveria ser considerada como mais - e talvez devesse ser considerada como menos - confiável que a religião.

Visto que a ciência começa com pelo menos três pressupostos que não podem ser provados, pode ser mais racional levar a ciência menos a sério do que a religião, que começa com zero. Antes que os cientistas realizem qualquer tipo de experimento, eles começam com esses pressupostos básicos: (1) que os procedimentos experimentais serão realizados adequadamente sem nenhum erro intencional ou não-intencional que afetará os resultados; (2) que os experimentadores não serão consideravelmente tendenciosos sob seus preconceitos do que acontecerá ; (3) que a amostra aleatória é representativa de toda a população e que qualquer amostragem aleatória que não for, não afetará significavelmente os resultados; (4) que há ordem no universo; a maioria das coisas - senão todas - na natureza deve possuir pelos menos uma causa natural; (5) que há algo chamado Realidade Objetiva ; e (6) que a ciência corresponde, ao menos em parte, a essa Realidade Objetiva. Portanto, quando pensamos nisso mais a fundo, a base da ciência é, na verdade, fé, termo normalmente usado para descrever a religião, não a ciência. Em comparação, teístas que afirmam que Deus existe e não afirmam saber qualquer coisa sobre Deus baseiam sua crença em um fato atualmente verdadeiro: que nem tudo pode ser explicado por meios naturais. Porque cientistas fazem pelos menos seis pressupostos e teístas não fazem nenhum, é realmente (e ironicamente) mais racional acreditar em Deus do que na ciência.

O primeiro contra-argumento a esse ponto é que a base da ciências não é a fé porque ela é baseada em pressupostos racionais. Muitas pessoas assumem que fé e razão devem ser mutualmente exclusivas. Mas a base desse contra-argumento depende de como a "fé" é definida. Se alguém define a fé como "crença apesar da ausência de provas, ou mesmo por causa dessa ausência", como Richard Dawkins a define, então sim, ciência não é baseada em fé. Se alguém define fé como "crença em algo, sem certeza", então a ciência é baseada em fé. Mas não importa como alguém define a fé, todos podemos concordar que o coração da ciência é a incerteza. Nós não temos certeza que as premissas que fazemos estão corretas. Nós também também não temos certeza que os resultados que obtemos estão corretos. Mesmo cientistas (ou ao menos cientistas racionais) admitem que sua disciplina, a ciência, está sujeita a erros.

Assim sendo, a ciência é baseada em incerteza, mas de acordo com os proponentes do segundo contra-argumento, a ciência é também auto-corrigível e auto-validável. Nós replicamos um experimento para garantir a certeza de que os resultados que obtemos estão corretos. Se nós reproduzirmos um experimento muitas vezes e descobrirmos que nossos resultados não são compatíveis com a conclusão original [inicial], podemos estar honestamente seguros de que a conclusão original está errada. Se reproduzimos um experimento muitas vezes e descobrimos que os resultados estão de acordo como a conclusão original, isso significa que podemos estar honestamente seguros de que a conclusão original está validada ou correta. O problema com esse contra-argumento é que mesmo que a ciência seja auto-corrigível, o único jeito de corrigir os erros que cometemos agora é realizando mais experimentos, ou seja, os mesmos pressupostos devem ser feitos cada vez que experimentos adicionais forem realizados. Também, o contra-argumento da auto-validação é falho, e o seguinte exemplo pode demonstrar essa falha: digamos que um experimento foi realizado 1.000 vezes, e tivemos o mesmo resultado 990 vezes. O contra-argumento diz que nós podemos concluir racionalmente (mesmo que nunca possamos saber com certeza absoluta) que o resultado está correto. Isso é mesmo que dizer: se jogamos uma moeda 1.000 vezes e conseguir cara, nós podemos concluir racionalmente que há mais de 50% de chances de conseguirmos cara. Mas isso não é verdade. De acordo com as estatísticas, se jogarmos uma moeda infinitas vezes, descobriríamos que há realmente apenas 50% de chances de conseguirmos cara. O que importa é o longo prazo. Portanto, precisamos jogar as moedas ou realizar um experimento infinitas vezes para concluir racionalmente que conseguimos o resultado certo. Este é um desafio impossível. Logo, é impossível que determinemos acuradamente se os resultados que conseguimos estão certos, independente de quantas vezes nós efetivamente reproduzimos o experimento.

Essa réplica ao segundo contra-argumento não é infalível. Deveria ser ressaltado que os estatísticos estão fazendo um suposição quando afirmam que só há 50% de chances de obter cara. A afirmação nunca foi provada. Nós nunca jogamos uma moeda infinitas vezes para demonstrar a validade da afirmação, então, admitidamente, é apenas um pressuposto. No entanto, apesar de eles estarem fazendo uma suposição neste caso, estão fazendo apenas uma suposição razoável, comparado às seis suposições que os cientistas fazem antes de realizarem qualquer tipo de experimento. Assim, o ponto de que a ciência tem mais pressupostos e talvez deva ser considerada menos válida continua em pé.

O terceiro contra-argumento encara o problema de que talvez os cientistas não façam tantas suposições quanto está sendo afirmado aqui. Nós não assumimos que os experimentadores realizarão o experimento perfeitamente, nem esperamos que eles não tenham preconceitos. Nós também não assumimos que a amostra aleatória sempre será representativa da população, e nós entendemos que uma amostra aleatória que  não for, pode mudar as conclusões que traçamos sobre o experimento. A ciência permites erros. Mas o único jeito de retificarmos tais erros ou validar os resultados que obtemos é fazendo mais experimentos. Esse ponto já foi encarado pelo segundo contra-argumento, especificamente com o exemplo da cara e coroa. Deste modo, nossos erros nunca serão completamente retificados a menos que realizemos um experimento infinitas vezes. E, mesmo assim, as pessoas acreditam na ciência. Isso sugere que essas pessoas continuam assumindo que os erros dos experimentadores e a ocasional amostragem aleatória não representativa não afetará significantemente os resultados, pressupostos que são importantíssimos e injustificáveis.

Por fim, o ultimo contra-argumento diz que a qualidade dos pressupostos pode ser mais importante que a quantidade. Nós intuitivamente sabemos que há certas suposições que parecem mais garantidas que outras. Por exemplo, o pressuposto de que o sol nascerá amanhã é mais sensato que o pressuposto de que existem fadas do dente. Assim, o pressuposto de que Deus existe pode ser apenas um pressuposto, mas visto que é um pressuposto bem grande, talvez seja mais racional acreditar na ciência, que faz alguns pressupostos "sensatos". Para examinar este ponto mais de perto, devemos olhar para os pressupostos que tanto os cientistas quanto os teístas fazem. Um teísta (novamente, um que não afirma conhecer a natureza de Deus) não faz nenhum pressuposto, mas baseia sua crença no fato de que nem tudo pode ser explicado por meios naturais, no momento; essa crença é verdadeira até agora porque nem tudo foi explicado por meios naturais. Apesar de que muitas pessoas gostam de atribuir o ônus da prova aos teístas dizendo que é trabalho deles provar que há um Deus, o ônus da prova está, na verdade, na ciência, para mostrar que o corrente fato verdadeiro com o qual o teísta começa é falso. A única maneira de fazer isso é provando que tudo no mundo natural tem explicação natural, algo que até agora os cientistas estiveram impossibilitados de fazer. Em vez disso, eles apenas assumem que tudo pode ser explicado por meios naturais, e esse pressuposto, até o momento, não é verdadeiro. Outros pressupostos como a crença de que há uma Realidade Objetiva e que a ciência corresponde a essa Realidade Objetiva também não foram mostrados como verdadeiros. Além do mais, os pressupostos mais sensatos que os cientistas fazem nem sempre são verdadeiros. Nós sabemos que há experimentadores que cometem erros e que são influenciados pelo que eles percebem ser o resultado provável de seu experimento, e esses erros e predisposições podem influenciar os resultados. Nós também sabemos que amostras aleatórias que não são representativas da população total podem afetar negativamente o resultado. Assim, mesmo baseado na qualidade dos pressupostos, pode ser mais racional acreditar em Deus do que acreditar na ciência, pelos menos por enquanto. Deste modo, pode não ser racional pressupor que os pressupostos se sustentarão no futuro; talvez, nós realmente iremos descobrir que tudo possui pelo menos uma causa natural. Mas ao menos agora, por que não acreditar em Deus em adição à ciência?

Oponentes dessa réplica podem argumentar que é falacioso assumir que há explicação sobrenatural só porque não fomos capazes de explicar tudo por meios naturais. É possível que haja outras explicações (presumidamente naturais) - nós apenas não as conhecemos ainda. Portanto, nós deveríamos fazer uma afirmação mais modesta: que Deus pode existir, mas dizer que Ele realmente existe é uma posição muito forte. Eu vou admitir este argumento, mas gostaria de adicionar que é apenas tão falacioso quanto tomar por certa a lei da gravidade. Primeiro, a lei foi descoberta sob um conjunto de pressupostos que sabemos (1) ter sido falso no passado (2) atualmente não ser verdadeiro. Em comparação, a crença em Deus é baseada em um fato. Segundo, pode haver outras explicações além da gravidade (seja natural ou sobrenatural) que descrevam por que as coisas caem - nós apenas não as sabemos ainda. Portanto, a gravidade pode existir, mas dizer que ela realmente existe é uma posição muito forte. Assim, aqueles que duvidam da existência da Deus deveriam duvidar da existência da gravidade também (bem como todas as outras leis da ciência que muitos de nós tomamos como certas). O problema é: muitas pessoas duvidam da primeira, mas não da segunda.

Há aqueles que podem argumentar que teístas estão fazendo exigências injustas aos ateístas para provarem ou contestarem cientificamente a existência de Deus de maneira que alguém não faria com o alegado teísta. No entanto, é impossível para um teísta (ou para qualquer outro, de fato) provar a existência de algo ou alguém. Por exemplo, alguém pode argumentar que eu devo acreditar que os membros da minha família existem, porque eu posso vê-los, mas o contra-argumento é que, às vezes, pessoas veem coisas que não existem de verdade. Esse exemplo mostra que qualquer tentativa de provar a existência de alguém sempre será recebida com ceticismo, e assim, qualquer teísta que é intimado por céticos a provar com segurança a existência de Deus está encarando um desafio impossível. Na verdade, cabe aos cientistas que são ateus incluir a existência de Deus como inquérito científico e usar o modelo de dedução falseável para questionar a existência de tal Ser. Se eles estabelecerem a hipótese para "nem tudo pode ser explicado por meios naturais", e com sucesso mostrassem que tudo pode ser explicado naturalmente, então não haveria nenhuma necessidade de acreditar mais em Deus. Claro, mesmo que a hipótese fosse falseada, não significaria definitivamente que Deus não existe, significaria  apenas que um alicerce racional [científico] para acreditar em Deus não existiria mais. Isso seria uma razão boa o bastante para negar a existência de Deus - mas apenas se for claramente demonstrado que tudo no mundo natural pode ser explicado por meios naturais.

Em adição, esses oponentes podem argumentar que nós somos apenas seres limitados e que não sabemos tudo agora; portanto, é mais simples e melhor assumir, por momento, que não somos oniscientes do que assumir que Deus existe. Esse argumento pode ser sucintamente resumido aqui: a racionalidade da crença de alguém na ciência  ≤ a racionalidade da crença de alguém em Deus  ≤ a racionalidade da posição de que não sabemos de tudo. Apesar de que ultima posição pode ser a mais racional, seríamos forçados a ser céticos sobre tudo, incluindo coisas que a maioria de nós tomam por certas. Adicionalmente, o ponto de que a crença em Deus é pelo menos tão racional quanto a crença na ciência continua em pé porque a racionalidade da crença de alguém na ciência continua = a racionalidade da crença de alguém em Deus. Portanto, aqueles que não acreditam em Deus não deveriam acreditar na ciência, porque, caso contrário, sua crença não teria sentido.

O ponto aqui não é provar a existência de Deus, nem negar a credibilidade da ciência. Desta maneira, tentar invalidar a crença em Deus sem considerar a questão da ciência ou tentar manter a credibilidade da ciência sem considerar a questão de Deus não refutará minha afirmação de que a crença na ciência e a crença em Deus estão em pé de igualdade. Isto é que permite que o argumento seja tão flexível. Se um contra-argumento é feito contra Deus, eu posso facilmente invertê-lo e usá-lo contra a ciência. A crença em Deus e a crença na ciência continuaria em pé de igualdade - talvez igualmente falaciosas, mas ainda em pé de igualdade. Se alguém tenta argumentar que nós devemos aceitar a ciência, isso é perfeitamente normal, porque eu não estou tentando negar a credibilidade da ciência - eu apenas acrescentaria que devemos aceitar Deus, igualmente. A única maneira de evitar esse problema é oferecer um contra-argumento contra Deus que não possa ser usada contra a ciência. Fazer isso é bem difícil (se não for impossível) considerando as incertezas do mundo em que vivemos e da própria ciência.

Apesar das incertezas na ciência, nós ainda temos esse instinto oculto de confiar na ciência, a confiar em Deus, porque a ciência está contida nas nossas experiências imediatas, e Deus não está. Mas esse instinto não está necessariamente correto. Com frequência, temos instintos que nos enganam. Por exemplo, a maioria de nós acredita que quanto mais vezes apostamos, mas chances temos de ganhar dinheiro. As estatísticas mostram que quanto mais vezes apostamos, mais dinheiro nós, de fato, perdemos. Assim, só porque nós temos o instinto de confiar na ciência, a confiar em Deus, não significa que o instinto seja justificado, e sobre avaliação racional e mais profunda, o instinto desmorona por causa de todas os motivos indicados nos parágrafos anteriores.

Ainda que a ciência faça mais pressupostos injustificáveis que a religião, alguns ainda podem argumentar que é mais racional acreditar na ciência, a acreditar na religião, porque há mais evidências que apoiam as afirmações feitas na ciência do que há para a religião. Esse ponto foi levantado por Antony Flew, que declarara que teístas acreditarão em Deus mesmo em face de evidências esmagadoras para sua não-existência. Para ilustrar esse ponto, Flew descreve uma parábola em que uma pessoa (o Crente) afirma que deve haver um jardineiro tomando conta de um jardim cultivado, enquanto a outra pessoa (o Cético) nega a existência desse jardineiro. Eles decidem esperar que esse jardineiro apareça, mas ele nunca vem. Então eles constroem uma cerca em volta do jardim, uma cerca capaz de eletrocutar e até detectar a presença de um jardineiro invisível, mas mesmo assim, não há gritos de dor do jardineiro invisível que indiquem que ele esteja sequer na vizinhança. Apesar da falta de verificação, o Crente insiste que o jardineiro invisível existe. O ponto de Flew é que um teísta é parecido com o Crente, porque ambos continuarão acreditando sem nenhuma consideração pelo número de evidências suportando a crença ou a descrença. Ele conclui perguntando ao teísta: "O que precisaria ocorrer ou haver ocorrido para constituir para você uma refutação do amor de - ou da existência de - Deus?"

Eu gostaria de inverter a questão e perguntar a Flew: "O que precisaria ocorrer ou haver ocorrido para constituir para você uma prova do amor de - ou da existência de - Deus?" Com certeza, a questão não mais se aplicaria a ele, que se converteu do ateísmo para o deísmo, mas a questão ainda se aplicaria àqueles que continuam ateístas. O problema é que a maioria dos ateístas exigem evidências incontroversas quando se trata da existência de Deus, mas quando se trata da ciência (ou qualquer disciplina relacionada a ela), eles aceitam tão cegamente. Sobre verificação, no entanto, a crença em Deus é, no mínimo, tão racional quanto a crença na ciência, porque teístas, na realidade, fazem menos pressuposições que um cientista e porque as duas crenças são igualmente falaciosas (tanto o teísta quanto o cientista estão cometendo a falácia conhecida como argumento da ignorância [argumentum ad ignorantiam]). Assim, aqueles que são céticos quanto à existência de Deus devem ser igualmente céticos sobre as afirmações feitas pela ciência. Não é racionalmente aceitável que uma pessoa seja realmente cética sobre a existência de Deus e apenas um pouco cética sobre as descobertas feitas pela ciência.

É tempo de reconhecer a racionalidade da religião e da ciência ou a falibilidade de ambas. O fato é que a ciência não é tão sólida quanto a maioria dos ateus fazem as pessoas acreditarem, e aqueles promovendo o "fundamentalismo" científico não são diferentes de religiosos fundamentalistas doutrinando outros com suas crenças radicais. Como deve ser mencionado de novo, cientistas fazem pelo menos seis pressuposições (três que nem sempre são verdadeiras e o resto atualmente não verdadeiras) enquanto teístas baseiam sua crença em um fato atualmente verdadeiro, um ponto que sugere que acreditar em Deus é mais racional que acreditar na ciência. Outros argumentos como o que diz que a lei da gravidade (assim como outras leis na ciência) e a crença em Deus são igualmente falaciosas sugerem que a crença em Deus e a crença na ciência são apenas igualmente creditáveis. Portanto, sobre profunda inspeção, a religião (excluindo seu apoio para o argumento "Deus é bom" e suas histórias) é, no mínimo, tão sólida quanto a ciência, se não mais.

Vanderbilt University
Nashville, Tennessee
Christina S. Chein

Original em http://lyceumphilosophy.com/?q=node/117: Atheism And The Assumptions Of Science And Religion.
Traduzido por Vinicius Oliveira.
*Ver citações e notas no artigo original.

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